Não tranque seu curso antes de ler isto!

Por Luíza Pinheiro Schafer

Talvez esteja muito cedo para uma caloura escrever sobre isto, talvez seja só empolgação, mas vale a pena acompanhar meu raciocínio.

Primeiro, por que alguém tão nova gostaria de entrar na universidade sem ser pela pressão de sair do ensino médio? Por que escolheria um curso que, na visão geral, “não dá dinheiro”? Por que resolveria escrever uma matéria de incentivo à educação?

Talvez porque tem muito mais no meio acadêmico do que o que é passado pelas propagandas ou dito nas escolas, talvez porque tem muito mais mercado de trabalho (mesmo na licenciatura) do que se diz por aí e talvez porque realmente valha a pena. Bom, esse último dependerá do leitor.

Mesmo que você vise unicamente o estudo, na Unipampa acabará se encontrando, crescendo como indivíduo ao mesmo tempo em que se torna um profissional, devido à troca de experiências entre alunos e professores, os quais têm todo o tipo de trajetória de vida. Tudo traz um enriquecimento para além de apenas uma especialização, toda a perspectiva sobre a vida se amplia. É uma forma de abrir novas portas e explorar o vasto campo acadêmico, bem como explorar a si e ao mundo.

O que pouco se diz acerca do meio acadêmico sobre as licenciaturas, é que quem fez essa escolha não necessariamente queira e vá ser professor (apesar da falta de professores no cenário atual brasileiro). Dentro da perspectiva acadêmica, enquanto se faz essa preparação para a sala de aula, há o amplo caminho da pesquisa, os projetos de extensão, as profissões ligadas ao curso, entre outras opções. No meu caso, fico maravilhada com a possibilidade de ser pesquisadora. Se você faz um curso que é apenas ligado à área que gosta, pode seguir seu próprio caminho por meio da pesquisa após a conclusão do curso e dificilmente se arrependerá disso. Para os futuros profissionais na área das Línguas Adicionais, como eu, há possibilidades na sala de aula, na pesquisa, na tradução, nos cursinhos presenciais e online, em aulas particulares e outros campos que englobam até a ida para outros países. É como a professora Ana Seixa disse em sua palestra “El nuevo mercado de trabajo después de la universidad”, ocorrida no auditório do campus: a área das letras tem um mercado de trabalho praticamente insaturável, infinito. Já eu, acho que além da área das letras, a área da educação também é infinita (pode-se dizer até pouco explorada) em todas as atuações citadas, para complementar a fala da professora.

Isso também ocorre nas outras licenciaturas, como a física, a química e a matemática (lá tem pessoas extraordinárias e brilhantes, inclusive). Abri minha mente conversando com os alunos das exatas, descobrindo o leque de possibilidades que eles têm, além de ficar pasma quando ouvi que os cálculos são apenas uma parte do curso e logo me lembrei dos filósofos antigos que faziam pontes que eu nunca imaginaria entre humanas e exatas, mostrando que são, em certo grau, apenas linguagens muito distintas que podem falar sobre a mesma coisa. Depois de conversar com esse pessoal, fiquei extremamente interessada na interdisciplinaridade, em partes esse texto é uma forma de reconhecimento. Mas enfim, essas licenciaturas podem se explorar entre si e ainda ir para áreas como psicologia, medicina, farmácia e muito mais além, depende de como você, estudante ou futuro estudante, vai querer usar o conhecimento que adquirir aqui na Unipampa. 

Quase me esqueci do pessoal da música, eles que mostram a atuação prática no lado não elitista da área, ao contrário da indústria musical. São artistas únicos e talentosos que em maioria vão se despedir da universidade dando aula, encarando o cenário atual e reconhecendo que, apesar de tudo, o ensino superior consegue abrir portas para um futuro promissor naquilo que amam, naquilo que os toca desde muito cedo. É lindo ter essas possibilidades, o mundo parece bem maior quando não nos limitamos a simplesmente fazer ou não fazer algo por uma única perspectiva sobre as universidades que é passada nas escolas junto de toda a pressão sobre ENEM, PAVE e vestibulares e o medo de não ser alguém na vida. Medo esse que nos acompanha até “dar tudo certo”, independentemente da escolha de estudar ou não, então não se prenda a uma sensação. Se você, leitor, é como eu e tem ambição em alguma coisa, paixão por alguma ou várias áreas, pode ter certeza de que pisar na Unipampa te mostrará que além de ser possível, você pode ir muito mais além. E se você não faz ideia do que quer fazer, tenho certeza de que iniciando alguma coisa, aquele curso com uma ou duas disciplinas do seu interesse, logo vai descobrir para onde quer ir.

No meu caso, entrar na universidade foi uma continuação na busca pelo conhecimento que ainda quero ter e o que mais descubro sobre meu campo de atuação futuro vem por meio de outras pessoas, de palestrantes e principalmente professores, esses contatos são únicos para inspirar e guiar, é realmente admirável.

¹ A professora de espanhol Ana Seixa é formada na Unipampa em Línguas Adicionais e fez seu próprio caminho para o sucesso nessa área, acompanhe seu instagram: @profeanaseixa para conhecer uma das personalidades incríveis da área das línguas.

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