Ano 08 nº 001/2020 –

 

                                                            A Gramática do Sentir(se)Eduardo Natividad- Beneficios del yoga para el…
Por Calebe Rodrigues 
 

Em um dia comum, em mim nasceu a vontade de sentir algo. Mas o que é sentir, e o que seria este algo? Talvez um sentimento ou alguma emoção desconhecida. Talvez um conceito distante que, mesmo que conheça, não estou acostumado. Mas como poderia sentir, se, mesmo lendo todos os livros, não consigo interpretar as questões mais simples da vida? Como poderia justificar as questões falsas, no que condiz com as emoções internas, se não consigo selecionar nem as questões verdadeiras? Como conjugar os verbos do viver, se as irregularidades sempre mudam tão radicalmente? Como devo preencher as lacunas, se nunca me ensinaram a identificar e relacionar as diferenças que existem entre as pessoas? Em meio a tantas interrogações e condicionais, fomos chamados a ser afirmações, e por que não, exclamações? Por coerência, há um espaço onde posso sanar minhas dúvidas, ou aperfeiçoá-las. Neste lugar não há erros, mas é ali onde reconheço o meu presente e, ao mesmo tempo, os meus pretéritos imperfeitos. Este lugar, também chamado de muito-mais-que-perfeito, está dentro de nós, meros substantivos compostos. Quem sabe, neste lugar e, somente neste lugar, eu consiga aprender o verbo imperativo: Sinta!

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