Ano 10 nº 024/2022 – Beber café, escrever e outros vícios…

Por Alex da Silva Chaves

Escrever é uma dádiva, é paixão que se compartilha, é carinho que se sente de dentro do papel e causa uma ventania que não bagunça o cabelo, e sim a alma. 

Escrever é sentir a dor e se permitir estar em vulnerabilidade, é unir os donos de corações  partidos, destroçados, roubados, cativos e até mesmo apaixonados dentro da mesma narrativa. 

Escrever é dividir com amigos desconhecidos o sofrimento compartilhado por milhões de  estranhos, que se conhecem bem porque são habitados pela mesma sensação. 

Escrever é detalhe da alma de solitários que pensam de mais, e de contentes com amigos  distantes, e também de todos aqueles que deixam suas vozes serem ouvidas ao longo da dança  sincronizada entre a grafita e a A4. 

Escrever é viver, é se achar se perdendo nas linhas de uma nota qualquer, é ter consigo sempre  o melhor ouvinte: a si mesmo. E embora seja só por um breve momento, dentro da agradável  finitude da existência humana, escrever é (dizem os poetas) se eternizar.

Me chamo Alex Chaves, estou finalizando o segundo semestre de licenciatura em história, sou oriundo do RJ e atualmente moro em Jaguarão RS. Tenho 18 anos, e escrevo desde os 9 mais ou menos para lidar com o borderline que é um transtorno de personalidade. 

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