Relato de Experiência

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Por Cristiele Werkhauser

 

Foi proposto em sala de aula fazermos parte de um evento com crianças carentes que estavam participando do “projeto do bem” realizado na sua escola – Nossa Senhora das Graças – e levar até elas a nossa profissão. Esse projeto, proposto pela professora Amélia Bastos, começou com o seu livro “Lelê de Boca Aberta”, que visa incentivar essas crianças à leitura, fazendo-as conhecerem diferentes lugares e tendo diversas experiências, dando a oportunidade de elas serem autoras, escrevendo e contando o que elas têm vivenciado nesses dias. O evento, que era o encerramento do projeto, aconteceu em uma terça feira, no dia 21 de novembro de 2017, no Fest in Company, que fica na Rua João Telles. O lugar é cheio de brinquedos como cama elástica, piscina de bolinhas, vídeo game, entre outros. Combinei com minhas colegas, Pâmela e Letícia, de irmos juntas, até porque não tinha certeza de onde era o lugar. Nos encontramos na frente do Subway e fomos juntas. Quando chegamos lá, encontramos as demais colegas e fomos muito bem recepcionadas, tanto pela professora Amélia como pelas crianças. Pegamos uma mesa com cadeiras e fizemos um cantinho da beleza, onde algumas maquiavam e outras pintavam as unhas e faziam colinhas nos cabelos das crianças. Colocamos nosso material em cima da mesa e conforme as crianças vinham curiosas para saber o que a gente estava fazendo ali, oferecíamos maquiagem, unha e cabelo.

Tudo estava lindo, havia várias mesas repletas de docinhos onde as crianças passavam pra degustá-los no intervalo de um brinquedo para o outro. Também tinha pipoca feita na hora, algodão doce colorido, gelatina, sacolé e refrigerante à vontade. As crianças estavam encantadas com tudo aquilo, não conseguiam parar, corriam de um lado para o outro, aproveitando cada brinquedo ao máximo, querendo fazer tudo ao mesmo tempo. Todas queriam fazer a maquiagem artística com a Letícia, irmã da nossa professora Flávia, que não parou nenhum instante pintando as crianças com vários desenhos lindos. Depois chegou outra menina que também fazia maquiagem artística, pintando o rosto das crianças com os heróis do momento, como Mulher Maravilha, Superman, Ladybug, entre outros. Maquiei umas meninas e enquanto maquiava, conversava com elas perguntando seu nome e sobre elas. Algumas nem precisava perguntar, elas tinham o prazer de falar sobre suas vidas, família, escola, amigos. Umas queriam maquiagem leve, pois diziam que suas mães não deixavam passar maquiagem, já outras chegavam pedindo um batom vermelho.

Mais para o fim do evento, as crianças fizeram uma homenagem para a professora Amélia, cantando e dançando uma música para ela, onde emocionou não apenas ela, mas todos que estavam envolvidos com o projeto. Foi indescritível poder fazer parte desse projeto e estar lá com aquelas crianças, sabendo e vendo que para elas, aquele dia tinha sido um dos melhores. Com certeza obtive muito mais do que esperava e do que imaginava que seria estar lá. Em relação ao curso de estética, à profissão de maquiadora, não foi exatamente como esperava, pois como eram crianças e a maquiagem que oferecíamos era “normal”, não artística, não consegui ver a emoção da pessoa se olhar maquiada, com uma maquiagem completa, e ver a beleza que está lá dentro dela, que apenas foi posta para fora. No entanto, estar lá, fazer parte deste projeto e olhar a felicidade daquelas crianças nos brinquedos, agarradas nos docinhos e encantadas com as maquiagens artísticas que recebiam, ativou algo dentro de mim. Uma vontade, um desejo, um sonho de ver aquele sorriso novamente, não só em um evento específico sugerido por nossa professora, mas nos meus dias também. Então resolvi me aperfeiçoar nisto para poder ver novamente aquele brilho de felicidade que havia nos olhos daquelas crianças e sentir o meu coração transbordando de alegria por ter certeza que escolhi a profissão certa para o resto da minha vida.

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