Carnaval no Rio.

Por Kelly Nguyen

Uau. Não posso acreditar que já faz dois meses no Brasil. Meu tempo aqui tem sido uma aventura. No fim de abril, fui ao Rio para o Carnaval.

Finalmente, estou em Bagé com uma rotina, porque o semestre começou. Em abril, quando cheguei aqui, tinha o mês para me organizar e preencher todas as coisas com a Polícia Federal. Fiquei extremamente grata pelo mês sem estresse, porque senti uma sensação de familiaridade. No entanto, tudo mudou quando fui ao Rio de Janeiro para o Carnaval.

Como meu programa só tem nove meses, eu queria aproveitar ao máximo o meu tempo. Pois isso fui lá. Normalmente, o Carnaval é comemorado em fevereiro, mas por causa da pandemia foi em abril. Esse fato funcionou perfeitamente com a minha agenda, porque as aulas ainda não tinham começado, então tive tempo de viajar e conhecer o Carnaval.

Então, planejei uma viagem ao Rio com a Brenda (uma ETA em Belo Horizonte), no dia 21 de abril. Chequei no Rio às nove horas da manhã e duas horas depois fui assaltada. Geralmente sou muito cuidadosa, principalmente sendo mulher e estando sozinha, mas como encontrei a Brenda e alguns alunos dela, não me preocupei tanto. Coloquei minha pochete na bolsa maior de Brenda e essa bolsa foi roubada. O incidente não foi violento nem nada, mas aconteceu muito rápido.

Apesar do começo difícil, não deixei que isso me impedisse de aproveitar minha primeira vez no Rio. É importante dizer que na bolsa roubada, havia os ingressos do Carnaval, então no dia seguinte compramos novos ingressos. Nos EUA, quando as pessoas pensam no Brasil, as primeiras coisas que pensam são: praias, Cristo Redentor e o Carnaval. Mas, não sei se minha mente é ignorante ou apenas não entendo, mas não sabia que existia uma competição de samba (kkkkk). Eu sempre pensei nisso como uma grande festa como o Mardi Gras em Nova Orleans. 

Como é uma competição de uma semana, só vi seis escolas de samba (Bejia-Flor, Viradouro, São Clemente, Salgueiro, e Mangueira, e Imperatriz). Todas as escolas tinham roupas coloridas, carros alegóricos, e movimentos de dança incríveis!  Meu carro preferido foi do Salgueiro, pois representava a resistência contra o racismo e a injustiça contra os negros. Acho muito importante que apesar de ser um evento tradicional, eles tenham conseguido trazer questões atuais e chamar a atenção para questões sociais. Enfim, chegamos ao Sambódromo às 21h30 e saímos às seis horas da manhã. Foi uma noite longa, mas definitivamente vale a pena!

Voltar do Rio para Bagé foi um alívio. Embora o Rio tenha sido cheio de aventuras, estou feliz por estar de volta a Bagé, um lugar de rotina e tranquilidade. 

Comentários
  1. Fernanda Syring
  2. Ina Pobanz

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