Obras de arte que retratam pandemias

Por Willians Barbosa

textooOscar D’ambrosio

O mundo está em um momento crítico, passando pela maior pandemia do século e tendo que lidar com toda a sua devastação, nos mais diversos níveis. Desse clima, várias obras de arte devem estar sendo concebidas sobre o assunto, sejam livros, produtos de audiovisual, pinturas, e das quais tomaremos ciência nos próximos meses ou anos. No entanto, outras obras, já lançadas, também retratam pandemias.

Para começar, há alguns paralelos interessantes da atual realidade com o livro “Inferno” (2013), de Dan Brown, o qual, coincidentemente, o autor que vos escreve estava lendo quando a pandemia explodiu. Fazendo alusões à “Divina Comédia”, de Dante, “Inferno” pode dar asas à imaginação aos conspiracionistas que alegam ser o Coronavírus um vírus criado pela China. Na trama, um vírus é criado em laboratório para disseminar parte da humanidade, pois os suprimentos, como comida e água potável, estavam para acabar. Por coincidência, a história se passa na Itália, o primeiro epicentro do vírus depois do país chinês. Dan Brown mostra magistralmente a rapidez que um vírus do tipo é capaz de se espalhar. O livro foi adaptado ao cinema em 2016.

Vírus” (1987), de Robin Cook, também descreve o cenário de uma pandemia. Aqui, vemos a situação sob o ponto de vista de uma médica recém-formada que é chamada para cuidar dos casos que começam a aumentar exponencialmente. Durante a trama, até a cloroquina é citada, quando receitada e tomada antes que o primeiro paciente piorasse. Assim como na realidade, em “Vírus”, a comunidade médica também é a primeira afetada. Cook enfatiza muito bem a rápida proliferação do vírus. O melhor ponto do livro é que ele mostra a insegurança da médica Marissa, que reconhece ser um terreno desconhecido, um vírus desconhecido. Outros dilemas médicos e de profissionais na linha de frente, igualmente, aparecem, bem como aqueles termos que há meses escutamos. Não deixa de ser, de certa maneira, premonitório.

O filme “Ensaio Sobre a Cegueira” (2008) é uma adaptação da obra de José Saramago, lançado em 1995 e tornado best-seller durante a pandemia de coronavírus. Vemos se iniciar uma pandemia de cegueira, de origem desconhecida. Os casos vão aumentando cada vez mais, até o governo ter que inferir e decretar quarentena. Todos os cidadãos que perdem a visão são levados e isolados em um grande galpão, e logo preteridos pelas autoridades. A segunda parte do filme mostra as relações que vão surgindo entre os novos cegos nesse ambiente, que, esquecidos e sem respostas, precisam se virar como podem, alcançando assim o caos total. É daí os momentos de maior aflição, que nos levam a refletir sobre as estruturas da sociedade e o egoísmo humano.

Ilustrando o texto, temos “Auto-Retrato Depois da Gripe Espanhola” (1919), de Edvard Munch, precursor do impressionismo e pintor do célebre “O Grito”. A gripe se espalhou em todo o mundo entre 1918 e 1919, levando a vida de mais de 50 milhões de pessoas.

Comentários
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