O homem e o Cosmo

Olá!

Hoje esta coluna cede seu espaço para expor a resposta à uma questão da terceira avaliação do componente curricular Fundamentos de Astronomia. Este componente é obrigatório no curso de Licenciatura em Física, ofertado no Campus Bagé da Unipampa. A questão, terceira da prova, solicitava simplesmente que os alunos compusessem uma poesia sobre o Universo. Desde já, agradeço a todos os alunos que se empenharam nesta tarefa e me permitiram divulgá-las através do Junipampa. A resposta abaixo foi dada pelo aluno John Welvins, que possui um blog com suas poesias.

 

O homem e o Cosmo

Desde cedo o homem olha para o céu
Inventando seus deuses, seus medos e seus réus

Talvez por não se enxergar no mundo
Tenha buscado sua existência no além
E entre os pálidos pontos
Encontrou a maior prova de sua arrogância
Prendendo-os em esferas translúcidas e giratórias
Fazendo assim de sua existência uma exceção

Mas não demorou muito pra tropeçar
Caindo na Terra, sonhando com o céu
Mudou o quanto pode, sonhou o quanto quis
Mas ainda que tentasse, não sabia explicar
Como o sol dormia, enquanto a lua ia reinar

Mas um dia aceitou que o centro não era o homem e nem seu inventor
Andando meio cabisbaixo, sentiu-se humilhado e por si deixou-se dominar

Ainda que em fagulhas descobriu que a sua lua também existia em outro lugar
Lugar esse que não só uma tinha, mas sim quatro a bailar

Ficou eufórico e teimou em aceitar
Mas aceitou, a prova estava lá, bastava olhar
Todos então a olhar, olhar agora por um único olho
Olho esse que nos pôs a mostrar

Mostrar que os pontos eram iguais ao nosso, só que brilhavam em outro lugar
Mostrar que haviam muitos pontos em um único lugar
Mostrar que esses pontos também giravam lá

E com tantas descobertas muitos se esqueceram de rezar
Muitos se esqueceram dos erros que cometeram antes de poder enxergar
Mas logo veio outro, dizendo que era para os pontos se afastarem
Mas os pontos permaneciam velozes e juntos a se movimentar

O que será isso então, um deus?
Um deus que como qualquer outro o homem não pode ver?
Deus esse que põem os pontos a girar, e ainda os segura não os deixando escapar?

A esse deus deram um nome e agora com letra maiúscula
O chamam de Matéria Escura
E é ela que não deixa os pontos desacelerar

Matéria escura, então apura que não à toa ela nos segura
E ainda nem sabem o que é essa tal de Escura
Mas enfim aceitaram, como quem aceita a um deus

Ainda veio um dizendo que as coisas se afastavam
Essas coisas que os pontos pálidos formam
Essas mesmo, vão se afastando conforme o tempo
Mas isso é obvio, gritaram, é só a inércia do começo
Logo logo vai parar
Mas será que começará a encolher?
Ou pararia por lá?

Não, não vai parar, disse um coro de três, que decidiram provar
Há algo escuro lá que esta a nos puxar

E quanto mais o homem olha, mais quer olhar
Quanto mais o homem sabe, mas encontra algo a se explicar
E alguns ainda perguntam, enquanto o universo cresce quantos homens não têm por lá?

 

Prestigie mais da escrita de John Welvins acessando o seguinte link:http://minhasbrevespalavras.blogspot.com.br/?view=classic

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